November 27, 2009
Virtudes do Vício
Dizem que existe vida depois do vício, mas que interesse pode a mesma ter?
O vício está para o prazer, com o McDonald’s está para a comida. Não é perfeito mas na falta de melhor enche o estômago.
Sim, porque isto de acabar com o tabaco, com o álcool, com as drogas, com o jogo e com o sexo vai acabar mal!
Não gosto de pessoas acéticas, uma vez que o que conheço do ser humano demonstra que todos nós necessitamos de escapes e quanto menos os mesmos são públicos, por norma são tão mais repugnantes quanto mais acética é a pessoa!
Todas as pessoas que conheço que parece que não partem um prato, mostra o tempo que tem em casa por norma vários serviços de jantar feitos em cacos.
Prefiro um fumador inveterado a um fundamentalista anti-tabaco!
Prefiro um bêbado a um abstémico!
Prefiro um drogado a um fundamentalista anti-drogas!
Prefiro uma puta a uma freira!
E se falta de argumentos existissem sobre o que digo a Diocese de Boston explicou isso melhor que ninguém!
Publicado por Nuno Tonelo Sá da Silva às 06:22 PM | Comentários (1)
November 26, 2009
A vida é engraçada !!!
Estava eu muito sossegado na minha sauna, quando me lembrei que a vida por muito mal que corra, corre sempre bem em comparação com outrem…ou alguém queria ser uma criança no Dafur ou um mineiro na China?
Bem…as coisas também podem sempre ser melhores…sei lá…estar na sauna depois de ter ganho o Euromilhões…por exemplo!!!
Mas, voltando ao raciocínio inicial… onde é que eu ia…ah…sauna, pois…eis que uma enorme insatisfação me assalta…na linha do Ferrero Rouche e do Ambrósio algo me apetecia…e não era Ferrero Rouche ou uma outra qualquer merda do género!
Era…sei lá … algo mais profundo, mais suado e menos calórico.
Esta insatisfação permanente ainda um dia destes leva a melhor sobre mim…mas, até lá…sou eu que vou levando a melhor sobre ela (leia-se a insatisfação).
Publicado por Nuno Tonelo Sá da Silva às 10:11 AM | Comentários (1)
November 24, 2009
Justiça…
Andamos sempre a falar do mesmo neste local mal frequentado a que muitos insistem em chamar país.
Estou farto de explicar que tudo isto começa com acórdãos onde se lê: “é convicção deste tribunal…” e onde se deveria ler “ ficou provado neste tribunal…”.
Esta é a pedra basilar que tira-mos da justiça há tempo demais. Todos os outros males são menores (perícias que demoram meses, prisões preventivas em excesso que em numero quer em tempo, largura exagerada de interpretação das leis por parte de quem as aplica)!
Para explicar isto, vou pegar num exemplo que tem sido escalpelizado até á medula e que mesmo assim ainda não vi ninguém dizer sobre ele nada de jeito!
Paulo Pedroso!
Vamos fazer um exercício vendo o assunto dos dois lados. Sendo ele inocente e sendo ele culpado e vou deixar sem margem para a mínima duvida que em qualquer das situações o acumular de asneiras não pode ser por acaso!
Vamos começar com o cenário de inocência:
Foi um juiz á assembleia da república buscar um deputado com umas provas tão frágeis que um tribunal superior não só o desautorizou, como ainda se lerem o acórdão da relação que arquiva o processo, vão encontrar epitáfios dignos da demissão do juiz e não de alguém que merece um muito bom com distinção e muito menos direito á indignação pelo congelamento do mesmo até a indemnização que Pedroso pede ao Estado ter ou não provimento.
Este cenário é péssimo e diz-nos que a nossa polícia de investigação anda a ver muito CSI e fazer as suas perícias de forma leviana e um juiz…chamar juiz a este membro do órgão de soberania sindicalizado é no mínimo fraudulento!
Vamos agora ao cenário da culpa:
De que forma é que foi possível que um tribunal superior e no qual devem estar pessoas acima de qualquer suspeita esteja um tipo de indevidos que são capazes de fazer o que fizeram ao juiz Rui Teixeira, tendo o mesmo sido feito, quer por pressão de um partido (no caso o PS). Quer por o irmão de Paulo Pedroso ser juiz e tráfico de influências ter chegado tão longe. Quer por corrupção e o vil metal ter comprado esse acórdão.
Não podem as razões ser outras neste último cenário, por mais que alguém tente explicar.
Eu por mim prefiro pensar que Paulo Pedroso está inocente e que tudo não passou de um monumental erro com uns contornos menos claros de interferência na política e onde um juiz foi usado para fazer a decapitação da liderança de um partido. È que a alternativa de aceitar que um tribunal superior, no caso a relação, está aberta às únicas e friso únicas três possibilidades que enumerei é deveras mais preocupante
Muito mais se pode escalpelizar o assunto, mas em nenhum dos cenários envolve poder mandar a culpa para as leis, tempo das perícias ou o código de processo penal.
Publicado por Nuno Tonelo Sá da Silva às 08:12 AM | Comentários (0)
November 21, 2009
Jornalismo de andar á pesca!
Temos um jornalismo engraçado…”manda umas bocas”.
Pegando no processo “face oculta” e no facto de a empresa de Manuel Godinho “O2 “ ter ganho em concurso publico seis lotes entre os catorze disputados de sucata do exercito.
Existia aqui uma soberana oportunidade por parte dos media de investigar e acompanhar em tempo real uma situação e da lisura da mesma.
Mas…que fizeram os jornalistas?
Em vez de investigação... “atiraram umas bocas” sobre o facto de ter um dos vencedores do concurso como arguido num processo???
Não seria melhor provar se no processo em causa existe alguma ilegalidade e expor a mesma, do que perguntar se por ser arguido tem ou não legitimidade para prosseguir com os seus negócios?
Esta preguiça dos media, juntamente ao seu amancebando com o poder judicial e a sistemática violação do segredo se justiça, não só não augura nada de bom para o sistema de equilíbrios da democracia, como transforma a opinião publica num conjunto de indignados de serviço que a única coisa que procura são os culpados das suas insatisfações e não a culpabilidade ou inocência dos arguidos.
No mundo justicialista serôdio que vamos conseguir com estes meios a que fins pretendemos chegar?
Publicado por Nuno Tonelo Sá da Silva às 03:22 PM | Comentários (0)